Cintura-altura
O índice cintura-altura é um preditor rápido e potente do risco metabólico, muitas vezes melhor que o IMC. A regra prática: mantenha sua cintura abaixo da metade da sua altura.
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Sua cintura é menos da metade da sua altura: faixa de baixo risco.
As fórmulas seguem padrões internacionais (OMS) — as faixas saudáveis são as mesmas em todo o mundo; só mudam as unidades. O contexto nacional abaixo usa dados de Portugal (INSEF / INSA / INE).
O que é o índice cintura-altura
É o perímetro da cintura dividido pela altura. A regra prática mais conhecida é simples e poderosa: «mantenha a cintura abaixo de metade da altura» (índice inferior a 0,5).
Ao contrário do IMC, este índice foca-se na gordura abdominal, que envolve os órgãos e é a mais associada à diabetes tipo 2 e à doença cardiovascular.
O contexto português
O IAN-AF mediu obesidade abdominal (razão cintura-anca) em 50,5% dos adultos portugueses — 62,0% dos homens e 39,2% das mulheres. Ou seja, mesmo quem não tem obesidade pelo IMC pode acumular gordura onde ela mais pesa.
O risco não é abstrato: em Portugal, a diabetes atinge 13,3% da população dos 20 aos 79 anos, segundo o Observatório da Diabetes, e cerca de 44% dos casos não estão diagnosticados. A cintura é um dos primeiros sinais de alerta.
Porque importa mais do que o peso sozinho
Duas pessoas com o mesmo IMC podem ter riscos bem diferentes conforme onde acumulam gordura. Por isso, o perímetro da cintura e este índice acrescentam informação que o peso ou o IMC, sozinhos, não dão.
É um rastreio, não um diagnóstico: combine-o com o IMC, a percentagem de gordura corporal e a avaliação de um profissional de saúde.
Perguntas frequentes
Onde meço a cintura?
À altura do umbigo, sem apertar, no fim de uma expiração normal e sem contrair o abdómen.
Vale igual para homens e mulheres?
Sim, o limite de 0,5 aplica-se a ambos os sexos nos adultos, o que o torna simples e universal.
Substitui o IMC?
Não substitui, complementa. Em Portugal, onde a obesidade abdominal (50,5%) é ainda mais comum do que a obesidade pelo IMC, os dois juntos dão um retrato mais completo do risco.
Perguntas frequentes
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Esta ferramenta é de educação geral e não substitui o aconselhamento de um profissional de saúde.